COMPETIÇAO DE PLANADORES ELÉCTRICOS R/C com limitaçao
na altitude de subida.
Regulamento particular.
1. Objectivo
Proporcionar uma prova de duraçao com aterragem de precisao
entre planadores providos de motor eléctrico, em que a altitude
inicial de lançamento seja igual para todos os modelos e em
que seja usado um único tempo de motor para atingir essa altitude.Após
o lançamento seguir-se-á um voo planado sem mais auxílio do
motor.
2. Regras gerais
a) Definiçao de Planador com motor eléctrico. É um
modelo em que as forças de sustentaçao sao geradas por forças
aerodinâmicas que actuam nas suas superfícies, as quais estarao
fixas em voo excepto nas suas superfícies de controlo, e que
sao manobradas pelo piloto em terra usando um rádio comando.
Os modelos com geometria variável ou superfícies variáveis,
deverao estar de acordo com as características dos Planadores
Eléctricos RC, quer quando as suas superfícies estiverem no
seu modo mais extenso quer no mais recolhido.Em voo, a bateria
para o motor eléctrico nao poderá ter qualquer conexao fixa
com o solo ou com qualquer outro modelo no ar. É permitido o
carregamento da bateria em voo através de células solares.
b) Características dos Planadores Eléctricos RC (Classe F5 FAI)
Área máxima alar total – 150 dm2
Peso máximo em ordem de voo – 5 kg
Carga alar máxima – 75 g/dm2
Carga alar mínima – 12 g/dm2
c) Fonte de energia – Será qualquer tipo de bateria recarregável
com um máximo de 12 V de tensao nominal. A modificaçao mecânica
ou química das células individuais da bateria, para reduzir
o seu peso nao é permitida, excepto se for necessário trocar
as mangas de isolamento de algum elemento.
d) A bateria poderá ser carregada ou trocada em qualquer ocasiao
durante a prova.
e) É proibida qualquer transmissao de informaçoes entre o modelo
e o piloto. Está incluída informaçao visual, electrónica ou
qualquer outro tipo de sinal enviado pelo modelo. Quando em
prova, é proibido qualquer tipo de telecomunicaçoes no campo
entre os concorrentes, os seus ajudantes e chefes de equipa.
f) Se for usado qualquer lastro, o mesmo deverá estar no interior
do modelo e devidamente seguro ao mesmo.
g) Pode ser usado qualquer tipo de motor eléctrico.
h) Cada piloto poderá usar dois modelos durante a prova. Durante
a prova podem ser combinadas partes de cada um dos modelos,
desde que o modelo resultante esteja de acordo com as Regras
Gerais e desde que todas as partes tenham sido verificadas se
estao em conformidade antes do começo do voo.
3. Local de voo
a) A prova deverá desenrolar-se num local com o terreno tao
nivelado quanto possível, e em que nao exista a possibilidade
de voo orográfico.
b) O local de voo deverá incluir alvos para a aterragem de cada
piloto do grupo. As marcas de lançamento serao também as marcas
do centro do círculo de aterragem e deverao estar espaçadas
de 15 metros entre si.
c) As marcas no centro do círculo de aterragem deverao incluir
no seu centro uma fita métrica com 15 metros de comprimento.
As mesmas nao poderao ser movidas ou alteradas durante o tempo
de trabalho de um grupo de voo.
4. Concorrente e ajudante
a) Cada concorrente controlará pessoalmente o seu equipamento
de rádio controlo e será definido como o piloto.
b) A cada piloto é permitido o máximo de 1 ajudante e 1 cronometrista.
Quando permitido, o ajudante poderá também actuar como cronometrista
e lançar o modelo do piloto.
c) Enquanto durar a competiçao do seu grupo, os pilotos, os
ajudantes e os cronometristas, deverao após o lançamento dos
modelos, deslocar-se contra o vento no mínimo dois metros, e
manter-se sempre numa posiçao para a frente da sua marca de
lançamento.
5. Características específicas dos modelos
Antes do início da prova a Organizaçao fará a verificaçao dos
modelos que devem obedecer as seguintes características:
a) Cada modelo nao poderá exceder 4,00 metros de envergadura.
b) Nao poderao ser usados nos modelos quaisquer apendices fixos
ou retrácteis (ex: parafusos, protuberâncias tipo dente de serra,
etc.) para ajudar a reduzir a velocidade na aterragem ao contacto
com o solo. Os lemes de direcçao verticais estao excluídos desta
regra, desde que nao tenham sido desenhados especificamente
para abrandarem a velocidade do modelo no contacto com o solo.
c) Cada modelo deverá estar equipado com um interruptor limitador
de altitude aprovado pela organizaçao da prova. O interruptor
limitador de altitude deverá ficar localizado no interior do
modelo, numa posiçao em que nao sejam gerados fluxos de ar forçado,
tal como junto a uma entrada de ar de ventilaçao do motor.Ver
Apendice 1 para a definiçao de interruptores limitadores de
altitude aprovados.
d) O interruptor limitador de altitude nao pode estar encerrado
em nenhum invólucro, ou colocado dentro do modelo numa posiçao
que possa resultar numa distorçao da variaçao da pressao do
ar exterior.
e) Os modelos deverao possuir uma tomada de ar suficiente para
que quando em voo, a pressao do ar exterior seja replicada na
zona onde o interruptor limitador de altitude estiver localizado.
6. Processamento dos modelos antes da prova
a) Antes do início da prova, o Director da Prova ou os seus
representantes, deverao assegurar-se que todos os modelos dos
concorrentes estao apetrechados com o interruptor limitador
de altitude aprovado, e que o mesmo está calibrado para cortar
a potencia da bateria ao motor de maneira que o modelo complete
a sua fase de lançamento a uma altitude de 200 metros acima
do solo.
b) Para facilitar o acima exposto, todos os interruptores limitadores
de altitude deverao estar instalados num lugar acessível do
modelo, de modo a permitir a sua verificaçao ou a recolha electrónica
de dados.
c) O Director da Prova ou os seus representantes, poderao marcar
cada um dos interruptores limitadores de altitude para futura
referencia durante a prova.
d) O Director da Prova poderá, após a verificaçao de todas as
alíneas anteriores decidir que um modelo ou vários modelos nao
necessitam de futuras verificaçoes durante o resto da prova.
7. Processamento dos modelos na prova
O Director da Prova pode em qualquer altura da prova ou após
o final da mesma, solicitar a qualquer concorrente que os dados
registados no interruptor limitador de altitude sejam descarregados
e analisados para verificaçao de alguma anomalia ou de um protesto.
O Director da Prova poderá também analisar qualquer interruptor
limitador de altitude para verificar a sua precisao, quer através
de comparaçao com outro interruptor, quer através de um altímetro
de referencia.
8. Inscriçoes e organizaçao dos voos por mangas.
a) É aconselhável para o desenrolar da prova, que tenha havido
uma inscriçao atempada dos participantes, de modo a permitir
a Organizaçao a formaçao de grupos de concorrentes para voarem
em simultâneo, através das duas frequencias disponíveis por
concorrente. Deverao ser organizados grupos de voo com um mínimo
de cinco, mas de preferencias de oito a dez concorrentes.
b) A Organizaçao procurará fazer o maior número de voos que
o tempo e as condiçoes meteorológicas permitam.
c) A composiçao dos grupos nos vários voos será elaborada através
de uma matriz, e de modo a possibilitar que cada concorrente
tenha a oportunidade de voar em simultâneo com cada um dos outros
concorrentes em prova.
d) Cada piloto terá cinco minutos de tempo de preparaçao, desde
que o seu grupo é chamado para a zona de lançamento.
e) O tempo de trabalho para cada grupo de voo é de 10 minutos.
Todos os modelos deverao ser lançados e aterrar dentro deste
tempo de trabalho.
f) A Organizaçao indicará, o início do tempo de trabalho através
de um sinal sonoro, e se necessário também através de sinais
visuais.
g) Pelo menos aos oito minutos de tempo de trabalho deverao
ser dados sinais sonoros ou visuais.
h) O fim do tempo de trabalho de um grupo, deverá ser notoriamente
indicado por sinais sonoros ou se necessário também por sinais
visuais, tal como no início do tempo de trabalho.
9. Lançamento
a) O Director de Prova designará o local para o lançamento dos
modelos. Todos os pilotos, cronometristas e ajudantes permanecerao
na zona de lançamento enquanto durar o voo de todos os concorrentes
de um grupo.
b) Se algum piloto lançar o seu modelo antes do sinal do tempo
de trabalho do seu grupo, deverá aterrar de imediato e relançar
o modelo dentro do seu tempo de trabalho. Se nao cumprir com
esta regra a sua pontuaçao nesse voo será zero (0) pontos.
c) Antes do lançamento, o piloto indicará ao cronometrista qual
o comando ou interruptor que controla o comando de arranque
e paragem do motor.
d) O tempo único de funcionamento do motor autorizado para o
voo de cada concorrente é no máximo de 30 segundos, seguindo-se
o voo de planeio. O tempo máximo de motor, de 30 segundos, será
controlado pelo cronometrista de cada piloto e faz parte do
tempo de voo do concorrente.
e) Cada concorrente poderá repetir o seu voo dentro do tempo
de trabalho do seu grupo. Cada novo voo anulará o tempo do voo
anterior. O concorrente ou o seu ajudante deverao indicar de
viva voz ao seu cronometrista, que irá repetir o seu voo.
f) Cada novo voo do concorrente será precedido de um novo tempo
de motor de 30 segundos no máximo.
g) O tempo de voo é cronometrado desde que o modelo deixa a
mao do piloto ou do seu ajudante, puxado pelo motor numa potencia
constante.
h) O tempo de funcionamento do motor deverá ser contínuo (sem
interrupçoes) e com o comando do emissor numa posiçao fixa,
devendo a subida de lançamento ter um grau de inclinaçao o mais
constante possível até a altitude de 200 metros ou até o piloto
ter desligado o motor. Qualquer manobra que evidencie ganho
adicional de energia ou zoom, tal como nivelar ou descer para
acelerar seguido de subida brusca, levará á desclassificaçao
desse voo.
i) O tempo de funcionamento do motor até a altitude de 200 metros
deve ser no mínimo de 15 segundos. Caso este seja inferior a
15 segundos o voo é considerado nulo.
10. Aterragem
a) Antes de cada voo a Organizaçao deverá indicar o
ponto de lançamento e de aterragem de cada piloto em cada grupo.
b) Os cronometristas deverao antes de cada aterragem, manter-se
afastados da zona de aterragem do piloto que estao a cronometrar.
c) Considera-se que o modelo aterra quando pára depois de tocar
no solo ou em algum objecto em contacto com o solo.
d) Após a aterragem, o piloto e o seu ajudante podem permanecer
junto da zona de aterragem, mas só poderao retirar o modelo
depois de ser medida a distância entre o nariz do modelo e a
marca de aterragem.
11. Repetiçao de voos
A Organizaçao poderá conceder a possibilidade de repetiçao
do voo a um concorrente caso se verifique alguma das seguintes
circunstâncias:
a) Erro evidente de cronometragem.
b) Colisao com outro piloto em voo.
c) Impossibilidade, por motivos alheios a sua vontade, de voar
num grupo em que estava designado. Nao se incluem nesta alínea
avarias de equipamento.
d) A organizaçao deverá reorganizar os grupos de voo para incluir
este piloto ou pilotos num grupo de voo, se possível imediatamente
a seguir, ou se existente, no grupo de voo que tiver menos participantes.
12. Pontuaçao
a) Todos os tempos de voo cronometrados serao arredondados ao
segundo mais próximo.
b) Será atribuído um ponto a cada segundo de voo, até um máximo
possível de 600 pontos para 10 minutos de voo.
c) Será deduzido um ponto a cada segundo de voo com mais de
600 segundos até um máximo de 30 segundos. d) Os modelos que
aterrarem entre os 600 e os 630 segundos de voo, nao recebem
bónus de aterragem.
e) Todos os voos com mais de 630 segundos serao pontuados com
zero (0) pontos.
f) Todos os pilotos que usarem mais de 30 segundos de tempo
de motor pontuarao zero (0) nesse voo.
g) Todos os pilotos que durante o seu voo reutilizarem o motor,
serao pontuados com zero (0) pontos nesse voo.
h) Todos os pilotos que aterrarem a mais de 75 metros da marca
de aterragem serao pontuados com zero (0) pontos.
i) Se o modelo nas manobras de aterragem ou ao aterrar, tocar
no piloto ou no seu ajudante, o concorrente nao receberá pontos
de bonificaçao pela aterragem.
j) Se um modelo perder alguma parte ou peça durante o lançamento
ou durante o voo, será penalizado com 100 pontos a descontar
nesse voo, excepto ao tocar no solo na aterragem, ou se colidir
com outro modelo em voo.
k) Será atribuído um bónus de aterragem a cada concorrente,
em funçao da distância em metros entre a ponta do nariz do modelo
e a alvo de aterragem, de acordo com a seguinte tabela:
0-1m =100 pontos 5-6m = 75 pontos 10-11m = 50 pontos
1-2m = 95 pontos 6-7m = 70 pontos 11-12m = 45 pontos
2-3m = 90 pontos 7-8m = 65 pontos 12-13m = 40 pontos
3-4m = 85 pontos 8-9m = 60 pontos 13-14m = 35 pontos
4-5m = 80 pontos 9-10m= 55 pontos 14-15m = 30 pontos
15-75m = 0 pontos
l) O concorrente que somar o maior número de pontos agregando
a pontuaçao do voo, mais a pontuaçao de bonificaçao de aterragem,
subtraindo alguma penalidade, e corrigida a uma casa decimal,
será o vencedor do grupo de voo, recebendo a pontuaçao final
corrigida de 1000 pontos.
m) Os concorrentes com pontuaçoes mais baixas serao pontuados
em relaçao ao vencedor do voo, recebendo uma pontuaçao proporcional
a do vencedor e usando a seguinte fórmula:
Pontuaçao do concorrente x 1000
---------------------------------------------------- = Pontuaçao
corrigida do concorrente.
Total de pontos máximos do vencedor
13. Classificaçao Final
a) A Classificaçao Final de um concorrente é obtida através
do somatório das classificaçoes corrigidas obtidas.
b) Quando estiverem completados mais de 3 voos, o pior resultado
de um concorrente será descartado da sua classificaçao final.
c) No caso de empate entre um ou vários concorrentes, será tomado
em conta o resultado descartado para o desempate na classificaçao
final.
14. Apendice 1
Os modelos de interruptores limitadores de altitude aprovados
sao:
Marca: RC Electronics (www.rc-electronics.org ).
Modelos: - RC Altimeter #2 BASIC com software da versao 2.02
ou seguintes.
- RC Altimeter #2 PRO com software da versao 2.02 ou seguintes.
Text of the rules was transfered from APSIA web-site
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